Anote a renda que realmente chega
Use a renda líquida, depois dos descontos. Para quem trabalha por conta própria, separe o dinheiro do negócio das despesas pessoais e considere meses de receita mais baixa.
Divida os gastos sem complicar
Crie três grupos: essenciais, ajustáveis e objetivos. Anote também despesas anuais, como impostos e seguros, dividindo o valor estimado por doze para reservar um pouco a cada mês.
Por exemplo: com uma renda líquida de R$ 3.000, despesas essenciais de R$ 1.900 e gastos ajustáveis de R$ 600, restam R$ 500. Antes de destinar esse valor aos objetivos, confira se faltam parcelas, despesas anuais ou outros compromissos. Os números são ilustrativos: os limites precisam caber na sua realidade.
Para uma despesa anual prevista de R$ 1.200, reservar R$ 100 por mês permite distribuir esse custo ao longo de doze meses. Se o vencimento estiver mais próximo, divida o valor que ainda falta pelo número de meses disponíveis.
Escolha uma ferramenta que você vai usar
Papel, planilha ou aplicativo podem funcionar. O importante é registrar com frequência e conferir com o extrato bancário. Se usar um aplicativo, verifique custos, permissões e política de privacidade.
Faça ajustes possíveis
Se os gastos superam a renda, escolha uma mudança por vez. Revise assinaturas, negocie serviços e planeje compras. Não elimine tudo que proporciona bem-estar: um orçamento impossível tende a ser abandonado.
Reveja, não se culpe
Reserve quinze minutos por semana para conferir o plano. Um gasto inesperado é informação para o próximo mês, não um fracasso. Compare o planejado com o realizado e ajuste os limites.


